MuBE celebra 30 anos com exposição inédita dedicada a Paulo Mendes da Rocha

“A Terceira Margem da Cidade: Paulo Mendes da Rocha e os Desafios da Vida no Planeta” revisita as ideias do arquiteto sob o prisma das urgências ambientais contemporâneas
Museu Brasileiro da Escultura (MuBE) homenageia Paulo Mendes da Rocha em exposição Foto Divulgação MuBE

Em celebração aos 30 anos de fundação do museu, está em cartaz no MuBE, Museu Brasileiro da Escultura e da Ecologia, a exposição “A Terceira Margem da Cidade: Paulo Mendes da Rocha e os Desafios da Vida no Planeta. A mostra homenageia um dos maiores nomes da arquitetura brasileira e mundial, trazendo à tona o pensamento e o legado do arquiteto sob a perspectiva dos desafios ambientais e urbanos do presente.

Com curadoria de Guilherme Wisnik, a exposição reúne projetos, maquetes, desenhos, registros e instalações de diversos artistas e arquitetos, que refletem as ideias visionárias de Mendes da Rocha sobre urbanização sustentável, infraestrutura hídrica, reciclagem arquitetônica, especulação imobiliária e as escalas das metrópoles. O projeto também dialoga diretamente com a própria história e vocação institucional do museu.

Com seu icônico edifício-sede projetado pelo próprio arquiteto e inaugurado em 1995, o MuBE nasceu de uma mobilização da sociedade civil que impediu a construção de um shopping center no terreno da Avenida Europa, em São Paulo, transformando-o em um espaço de reflexão sobre arte, ecologia e cidade. Três décadas depois, o museu reafirma esse compromisso, num momento em que o mundo volta sua atenção à agenda climática, após a realização da COP30 em Belém do Pará.

Entre os destaques da mostra, está a obra “Terra” de Carmela Gross. Originalmente criada em 2017 para ocupar permanentemente o topo da marquise do MuBE, durante a exposição “A terceira margem da cidade: Paulo Mendes da Rocha e os desafios da vida no planeta” ela ficará instalada no piso da área externa do MuBE e não mais distante e inalcançável. Uma forma poética a nos lembrar de que as mudanças necessárias para o enfrentamento das mudanças climáticas e a preservação do planeta estão em nossas mãos. A exposição também aborda suas ideias sobre o transporte fluvial, concebido como alternativa ao modelo carbocêntrico do automóvel individual, e sua crença de que “a política está na geografia e no urbanismo”.

“Não nascemos para morrer, e sim para começar”, dizia o arquiteto. Essa frase da filósofa Hannah Arendt, que Paulo Mendes da Rocha tanto gostava, sintetiza o espírito de A Terceira Margem da Cidade: revisitar o pensamento do arquiteto como um convite à ação. É a viagem urbana à imaginação de novos futuros possíveis.

Recentemente, o MuBE firmou uma parceria com o Instituto Motiva por meio de um patrocínio via Lei Federal de Incentivo à Cultura. O investimento apoia a manutenção do museu e promove ações educativas gratuitas, como ateliês, cursos e visitas guiadas focadas em arte, sustentabilidade e desenvolvimento urbano. O projeto também viabiliza a exposição “A terceira margem da cidade”, como iniciativa que alinha os focos estratégicos do MuBE e da Motiva no desenvolvimento sustentável, contribuindo para a construção de cidades mais inclusivas, resilientes e preparadas para as mudanças do clima.

O arquiteto Paulo Mendes da Rocha em vídeo na exposição – Foto Divulgação/ MuBE

Serviço

Exposição: A Terceira Margem da Cidade: Paulo Mendes da Rocha e os Desafios da Vida no Planeta

Exibição: 6 de dezembro de 2025 a 26 de abril de 2026.

Local: Museu Brasileiro da Escultura e da Ecologia (MuBE)

Rua Alemanha, 221 – Jardim Europa, São Paulo/SP (terça a domingo)

Av. Europa, 218 – Jardim Europa, São Paulo/SP (quarta a domingo)

Horário: Terça-feira, das 11h às 17h (última entrada às 16h30); de quarta a domingo, das 11h às 18h (última entrada às 17h30)

Entrada gratuita

Esta exposição e o MuBE contam com recursos da Lei Rouanet (Pronac 256548), com Patrocínio Sênior do Instituto Votorantim, Patrocínio Ouro da Motiva, Patrocínio Itaú, Ageo, Machado Meyer e Instituto Machado Meyer, Apoio Institucional da Prefeitura de São Paulo e Realização MuBE e Ministério da Cultura.

Sobre o Museu Brasileiro de Escultura e Ecologia

O MuBE, Museu Brasileiro da Escultura e Ecologia, foi criado a partir de um movimento da sociedade que conseguiu junto a prefeitura, a concessão do terreno, situado entre a Avenida Europa e a Rua Alemanha, pela Prefeitura de São Paulo à Sociedade dos Amigos dos Museus (SAM), no ano de 1986, para a sua construção. Para a escolha do projeto do prédio da instituição cultural, foi realizado um concurso vencido por Paulo Mendes da Rocha. Nascia, então, o MuBE e seu prédio, que é um marco da arquitetura mundial e que conta também com o jardim projetado por Roberto Burle Marx. O Museu tem como objetivo divulgar os mais diversos segmentos da arte, priorizando a escultura e os suportes tridimensionais, e as causas ambientais.

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Fonte: Ascom/MuBE

Fotos: Divulgação/MuBE