Avança discussão sobre instalação de galpão para catadores de recicláveis na Barra dos Coqueiros

Após audiência e apresentação de propostas, representantes de órgãos e cooperativas realizaram visita técnica em um galpão
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Uma nova audiência para discutir a instalação de um galpão para catadoras e catadores de recicláveis na Barra dos Coqueiros foi realizada nesta terça-feira, 21, no Fórum Desembargador Antônio Xavier de Assis Júnior. Durante a audiência, foram apresentadas propostas de galpões com potencial para receber as demandas da Cooperativa de Trabalhadores da Reciclagem da Barra dos Coqueiros (Catre).

A audiência foi realizada pela promotora de Justiça Ana Paula Souza Viana e pelo procurador do Trabalho Emerson Albuquerque Resende. Estavam presentes representantes da Cooperativa de Trabalhadores da Reciclagem de Barra dos Coqueiros (Catre), representantes da Associação Nacional dos Catadores (Ancat), Cooperativa União, Central de Cooperativas de Materiais Recicláveis do Estado de Sergipe (Centralrecicle), Consórcio Público de Saneamento Básico da Grande Aracaju (Consbaju), representantes da Secretaria do Meio Ambiente e da Secretaria de Finanças da Barra dos Coqueiros.

Um galpão apresentado foi avaliado como uma boa alternativa para atender às necessidades dos cerca de 20 catadores e catadoras que atuam na região. O município da Barra dos Coqueiros disponibilizará recursos para aluguel de um espaço para funcionamento da cooperativa de catadores. Após a apresentação da proposta, os participantes realizaram uma visita técnica no local para conferir sua infraestrutura.

Galpão possui dimensões de 8,5m por 18,5m – Fotos: Divulgação/Ascom

A conquista do galpão representa uma mudança na vida de catadoras e catadores, que hoje enfrentam dificuldades por não terem um espaço adequado para separar e organizar o material recolhido. Em muitos casos, precisam estocar resíduos na própria residência. Aloísio dos Santos, catador cooperado da Catre que atua na reciclagem desde 2005, destacou o impacto direto que um novo espaço terá na sua rotina de trabalho. “Para mim isso vai ter uma importância muito grande. Se a gente tiver um local fixo, vai dar dignidade para o nosso trabalho. Desenvolver um trabalho em conjunto com meus companheiros, que já estão há muitos anos na reciclagem, com a união de todos”, disse o catador.

Para a representante da administração da Catre, Rafaela Alves, a estrutura física é o ponto de partida para consolidar a cooperação entre os trabalhadores. “Nós precisamos de uma rede de apoio, os catadores precisam estar trabalhando na coletividade e não individualmente. Ter um espaço fixo para a cooperativa garante a estrutura necessária para essa organização. Mas, para isso, é preciso um trabalho em equipe, porque isso já muda o panorama”, pontuou.

Presente na reunião, a superintendente do Consórcio Público de Saneamento Básico da Grande Aracaju (Consbaju), Eliana Cardoso, entregou ao representante da Secretaria de Finanças do município uma proposta de contrato de rateio, visando formalizar parcerias entre o consórcio e a prefeitura. “A proposta é fortalecer a rede dos catadores e dar um trabalho digno para que eles realmente consigam desenvolver, gerar renda tanto para os trabalhadores quanto para o município. Isso também pode acontecer por meio de trabalhos em conjunto que podem ser desenvolvidos entre o Consórcio e a Secretaria do Meio Ambiente”, explicou a superintendente.

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Fonte: Ascom/MPT/20ª Região