A ONG CRIOLA lançará, no dia 29/10, a nova plataforma “Transformando o Sistema de Justiça”, um novo espaço digital que reúne análises, dados e reflexões sobre o racismo institucional e os impactos sobre a população negra, especialmente mulheres negras cis e trans. O objetivo é oferecer caminhos práticos para que todos os recursos sejam utilizados por pessoas operadoras do Direito e mobilizadoras da sociedade civil (ações de incidência política, pesquisa, formação e outros).
O lançamento, que acontece a partir das 19h, reunirá as juristas Thula Pires, Élida Lauris e Malu Stanchi, com mediação de Mônica Sacramento, coordenadora programática de CRIOLA. Durante a conversa, serão apresentados casos emblemáticos acompanhados pela organização – como os de Neusa e Gisele, Mães de Acari e Luana Barbosa -, além de reflexões sobre racismo institucional, políticas de reparação e caminhos para a incidência política e a mobilização social. Haverá transmissão online pelo canal de CRIOLA no YouTube.
Há mais de 30 anos, CRIOLA atua no enfrentamento ao racismo patriarcal cisheteronormativo, denunciando práticas discriminatórias produzidas e reproduzidas pelo Estado e por instituições como o Judiciário, o Ministério Público e as polícias. Com apoio do Fundo Baobá e do programa Aliança Negra, do Fundo Elas+, a organização vem fortalecendo ações concretas para transformar o Sistema de Justiça em um espaço verdadeiramente antirracista e equânime. A nova plataforma e a “Coleção Criola: O Tratamento Jurídico dos Crimes de Racismo no Brasil” são frutos desse trabalho.
Caso Mães de Acari, que será abordado no evento, teve decisão histórica da Corte Interamericana de Direitos Humanos na OEA
Em dezembro de 2024, a Corte Interamericana de Direitos Humanos da OEA reconheceu a responsabilidade do Estado Brasileiro pelo desaparecimento forçado das onze vítimas da Chacina de Acari, crime ocorrido em 1990, no Rio de Janeiro. A decisão histórica determinou medidas de reparação às famílias, criação de um espaço em memória das vítimas e políticas públicas contra a atuação de milícias – um marco na luta por justiça das Mães de Acari, movimento que conta com o apoio de CRIOLA desde sua fundação e que simboliza a resistência e a busca por responsabilização das violações cometidas pelo Estado brasileiro.
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Fonte: ONG CRIOLA
Foto: Ascom ONG CRIOLA








